quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SONETO ÁRCADE PÓS-MODERNO (CARPE DIEM E BLÁ, BLÁ, BLÁ...)

de toda a transitória eternidade,
na pouca liberdade em que se vive,
que do amor minha alma não se prive
e nem se renda ao medo da saudade.

prefira ser abrigo dessas mágoas
e antes sofra as mais agudas dores;
provando dessas cristalinas águas
pra não morrer de sede e sem amores...

para que no fim (se de fato existe)
eu possa olhar pra trás e não chorar
de arrependimento ou de rancor.

pois no mundo não há nada mais triste
do que viver sem Vida e, sem amor,
guardar no peito o que se quer gritar...

Lucas de Oliveira

8 comentários:

Alexandre Spinelli disse...

É isso ai, Lucas... nada pior do que viver sem vida, guardar o grito... como diria o poetinha: 'quem já passou por esta vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu...'
Abração, meu velho...

"A Moça que Sonha: A Louca." disse...

Isso dói.
Sufocar o grito..mas vivemos assim...
Raul disse: "Ele só quer, só pensa em adaptar, na profissão, seu dever é adaptar.."

É faz total sentido..A vida, na maioria das vezes, não é como imaginamos...

Lindo isso.

Carpiem diem!

bruno disse...

Simplesmente perfeito. Sem ser rebuscado, simples e envolvente. Seu soneto é tudo que a palavra precisa ser. Parabéns, valeu!!!

Eric disse...

"e antes sofra as mais agudas dores;
provando dessas cristalinas águas
pra não morrer de sede e sem amores."

Muito bom, Lucas! E sufocar o grito... Quantas vezes não já fizemos isso na nossa vida?

Abraço

Giu Missel disse...

´Não existem clichês para os poetas'

vc é lírico, é simples,a peosia é bela por ser sua, por ser ela.

Rogério disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas disse...

da beleza desta poesia se reflete como na vida, uma vida sem amor é uma vida sem beleza.

Lucas de Oliveira disse...

Honrado, Galera.

Valeu mesmo.