quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre a Fraqueza de Amar o Impossivel

Um Amor de Verão ( O Sol e a-mar)

Não havia nada que me cegasse tanto quanto os reflexos do seu brilho batendo contra as ondas da praia.
Fiquei sentada ali, completamente inerte em meio aquela floresta de pedras, apenas observando aquela luz que subia de acordo com a maré batendo nas rochas e molhando minhas pontas dos dedos.
Quando enfim chegou a tarde e aquele astro gigante foi se deitando sobre a água, era explicita a paixão dolorida daquele gesto que até mesmo o céu se redimiu e aceitou ser colorido em tons alaranjados, pintando a paisagem de mais um amor impossível, enquanto o sol beijava as ondas.
Meus olhos turvaram-se diante de tanta luz, e foi preciso ouvir o silêncio, o vendo chegar de olhos fechados.
Tão grande, o Sol num sinal de amor imenso debruçava-se sobre as águas salgadas, fazendo-se pequeno e dando espaço às estrelas acompanhadas da escuridão, esvaindo-se só pelo horizonte, convidando a lua a cuidar da sua praia.
O sol gemia, como se fosse uma tortura mortal ter que deixar de estar a pino brilhando sobre aquele oceano.
Quando a noite veio e ele gritou mudo toda a sua fraqueza perante seu amor, eu pude ver o quanto o sol era apaixonado pelo mar.


Ingrid Regina.

2 comentários:

Alexandre Spinelli disse...

Já comentei este texto... é lindo...
Parabéns, Guigaa...

O Barraco disse...

lindo mesmo!