Qual é a coisa boa do lado ruim?
O pão quente ou o gergelim?
O orvalho na cidreira ou no alecrim?
A farinha, o aipim, a vaquinha e seu capim.
Vermelho de Rubi ou Verde de Jasmim?
Paula Palhaça ou Mônica Manequim?
Quaisquer coisas além de mim
Samba rock, ou algo assim
Não pode mover meus pés
Nem tocar meu tamborim
Nada nunca além de mim
Aluísio de Machado
Azevedo de Assis
Não pode recitar no meu sarau
Nem beijar um querubim
E o lado ruim da coisa boa?
Tá em Madrid ou em Lisboa?
No cacique ou na leoa?
Na tempero da patroa?
Ou é Mulata boa de bunda
Ou a bunda da mulata boa?
O lado bom da coisa ruim
É sambar bem miudinho
Tomar água de canudinho
É beijar devagarzinho
E o lado ruim da coisa boa
Isso eu não sei...
...só vivo a toa
Cada dia pra mim
Tem uma coisa boa do lado ruim.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sobre a Fraqueza de Amar o Impossivel
Um Amor de Verão ( O Sol e a-mar)
Não havia nada que me cegasse tanto quanto os reflexos do seu brilho batendo contra as ondas da praia.
Fiquei sentada ali, completamente inerte em meio aquela floresta de pedras, apenas observando aquela luz que subia de acordo com a maré batendo nas rochas e molhando minhas pontas dos dedos.
Quando enfim chegou a tarde e aquele astro gigante foi se deitando sobre a água, era explicita a paixão dolorida daquele gesto que até mesmo o céu se redimiu e aceitou ser colorido em tons alaranjados, pintando a paisagem de mais um amor impossível, enquanto o sol beijava as ondas.
Meus olhos turvaram-se diante de tanta luz, e foi preciso ouvir o silêncio, o vendo chegar de olhos fechados.
Tão grande, o Sol num sinal de amor imenso debruçava-se sobre as águas salgadas, fazendo-se pequeno e dando espaço às estrelas acompanhadas da escuridão, esvaindo-se só pelo horizonte, convidando a lua a cuidar da sua praia.
O sol gemia, como se fosse uma tortura mortal ter que deixar de estar a pino brilhando sobre aquele oceano.
Quando a noite veio e ele gritou mudo toda a sua fraqueza perante seu amor, eu pude ver o quanto o sol era apaixonado pelo mar.
Ingrid Regina.
Não havia nada que me cegasse tanto quanto os reflexos do seu brilho batendo contra as ondas da praia.
Fiquei sentada ali, completamente inerte em meio aquela floresta de pedras, apenas observando aquela luz que subia de acordo com a maré batendo nas rochas e molhando minhas pontas dos dedos.
Quando enfim chegou a tarde e aquele astro gigante foi se deitando sobre a água, era explicita a paixão dolorida daquele gesto que até mesmo o céu se redimiu e aceitou ser colorido em tons alaranjados, pintando a paisagem de mais um amor impossível, enquanto o sol beijava as ondas.
Meus olhos turvaram-se diante de tanta luz, e foi preciso ouvir o silêncio, o vendo chegar de olhos fechados.
Tão grande, o Sol num sinal de amor imenso debruçava-se sobre as águas salgadas, fazendo-se pequeno e dando espaço às estrelas acompanhadas da escuridão, esvaindo-se só pelo horizonte, convidando a lua a cuidar da sua praia.
O sol gemia, como se fosse uma tortura mortal ter que deixar de estar a pino brilhando sobre aquele oceano.
Quando a noite veio e ele gritou mudo toda a sua fraqueza perante seu amor, eu pude ver o quanto o sol era apaixonado pelo mar.
Ingrid Regina.
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