terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Clara evidência

Você surgiu
manhã de ouro
das madrugadas insones
nas quais me debatia

Entrou pelas minhas frestas
como o dia nas casas

Uma ânsia despertou
sob os beijos do infinito
desmaiado em seu azul

Eu, notívaga, a me dissolver
sob afáveis fios de sol
amei finalmente a vida



Iriene Borges

5 comentários:

Guiga disse...

adoro ler Iriene...
é profunda na sua escrita.

Alexandre Spinelli disse...

Ótimo este poema, Iriene.
Parabéns!

Giu Missel disse...

É mto bonito.

Lucas de Oliveira disse...

Eu morreria feliz se alguém escrevesse algo assim pr amim... rsrs Coisa linda!

Malu disse...

Adoro! esse tá matador de cima a baixo!