segunda-feira, 2 de março de 2009

Para uma alma enforcada

Ao
que não havia
rendido ainda
um poema

Peço tua alma
ao Deus que te guia
ou em qualquer chuva
que se anuncia

Peço força para que
não te escorra
o que já passou
leve por tua pele
um dia

que não morra
entre os teus ossos
[Asfixia]
esta alma
igual a minha

Giulliana Missel

4 comentários:

Alexandre Spinelli disse...

Já comentei este poema em outros lugares em que me deparei com ele... comento de novo não por costume, não por obrigação, não por educação, mas por perplexidade de ouvi-lo novo em meus ouvidos, de respirá-lo novamente, apesar da asfixia, de ouvir o eco que ele faz dentro de mim...
Parabéns, Giulliana!

.Um Pedacim. disse...

'Como sufoca e apraz - aff, gostei demais desse Giu'

Malu disse...

Uma prece muito lírica... Um poema bem tecido, envolvente. Belo, prendaminha, muito belo!

André Ulle disse...

Eu precisava crescer pra ler isso! Muito bom!