quarta-feira, 11 de março de 2009

Maldição acumulada

Hoje nada canto
a vontade se esvai
maldição acumulada
minha vida se desfaz
em mau logradas tentativas
com somente um parecer
de que nessa vida
hei de sempre eu sofrer
exagero, logo muda
diz a mão que me acarinha
essa mão tão jubilosa
essa mão pequenininha
que esconde tanta força
outra vez me joga ao chão
o carinho vira tapa
o amor, decepção
tudo morre, nada basta
para esse coração.

Ohzemesmo

2 comentários:

Augusto Cerberus disse...

o carinho vira tapa
o amor, decepção
tudo morre, nada basta
para esse coração.


Muito legal essa parte, gostei pois não é a mesma baboseira romântica de sempre...

Muito legal mesmo

Alexandre Spinelli disse...

Belo poema... profundo... o final, perfeito.
Abraço!