sexta-feira, 13 de março de 2009

Aborto

Deixo a palavra fria
escorrer por minhas pernas quentes
e recebo a agonia
com meu amor, com meus presentes.

Esse seria um momento tão lindo
se o que estivesse pra nascer
não já surgisse findo.

Mas que seja! - desatino
é meu carma, minha sorte - é destino.

E deixo o verso escorrer
como memória viva do que poderia ser.
E me deixo em transe, absorto.
A cada palavra, um aborto.

Eric

2 comentários:

Alexandre Spinelli disse...

Belo poema, Eric... gostei bastante.
Abraço!

Malu disse...

Muito bem talhado. Gostoso de ler e sentir... Bjo.